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Mostrando postagens de abril, 2017

Eu cientista

Quem me conhece sabe que pretendo me formar em biologia e que, no momento, estou passando por esse limbo que é o vestibular. São 20 exercícios diários, mais uma tarde de estudos, mais um simulado por semana. Falando assim, não parece muito, mas aqueles que também passm ou já passaram por isso sabem que é cansativo... Bem, há poucos dias, fiz um simulado de uma prova de matemática e ciências da natureza (física, química e biologia), a área que eu mais preciso dominar para sobreviver na faculdade que quero. A esse ponto, você já pode imaginar como eu me saí, não é mesmo? É, eu fui bem! Bem mal . Acertei menos de um terço da prova. E pior, a maior parte dos acertos foi em matemática! Olha que legal, as matérias que eu mais precisarei na minha vida são as que eu menos sei.  Fora... Que não é bem assim. As ciências que estudam a natureza se baseiam ...

A razão e o bom uso da barrinha do especial

Muitos já devem ter se deparado com jogos de luta, principalmente aqueles que viveram a era Arcade, na década de 80 e 90. Ao pensar nos clássicos Street Fighter 2, Mortal Combat, Marvel vs Capcom etc, é possível lembrar da discreta barrinha que enchia à medida que o oponente tirava a vida do personagem do jogador e que, quando cheia, possibilitava a execução de um ataque especial. Esta "barrinha do especial", apesar de existir apenas no mundo dos jogos, possui um correspondente no mundo real, ainda não nomeado, que faz um ser humano tomar atitudes que outrora não tomaria, mas que por causa de repetidos "socos", acaba sendo movido por sua impulsividade. A incapacidade de poder argumentar contra uma injustiça é um dos principais colaboradores para o total enchimento dessa barrinha metafórica. O sentimento de impotência resulta em acúmulo de tristeza e fúria, prejudicando o indivíduo no campo racional, to...

O casal de estátuas

 "Dezoito e três!!!", pensei ao ver a aula de português ultrapassar o horário. Saí correndo do curso, torcendo todos os dedos para o ônibus 627 já ter chegado ao ponto final e não estar lotado. Para minha sorte, ele estava quase lotado, com três bancos da parte traseira vagos. Sentei-me entre duas senhoras, uma que encarava o nada (e espero que não esteja espiando o que escrevo no meu celular neste momento) e outra que mexia no seu próprio aparelho telefônico. "Ótimo! Nenhum assaltante à vista!", pensei animada ao abrir a mochila, tirar meu celular e colocar Vanessa da Mata para tocar. Ao olhar para frente, no entanto, vejo um casal no banco posterior se beijando. Não, posando de se beijar. "Como assim?", você, leitor, pode me perguntar. Eles estavam literalmente parados com os lábios uns nos outros em uma mistura de manequin challenge com vamos-fazer-a-porra-do-ônibus-inteiro-pagar-de-vel...