A razão e o bom uso da barrinha do especial

Muitos já devem ter se deparado com jogos de luta, principalmente aqueles que viveram a era Arcade, na década de 80 e 90. Ao pensar nos clássicos Street Fighter 2, Mortal Combat, Marvel vs Capcom etc, é possível lembrar da discreta barrinha que enchia à medida que o oponente tirava a vida do personagem do jogador e que, quando cheia, possibilitava a execução de um ataque especial. Esta "barrinha do especial", apesar de existir apenas no mundo dos jogos, possui um correspondente no mundo real, ainda não nomeado, que faz um ser humano tomar atitudes que outrora não tomaria, mas que por causa de repetidos "socos", acaba sendo movido por sua impulsividade.

A incapacidade de poder argumentar contra uma injustiça é um dos principais colaboradores para o total enchimento dessa barrinha metafórica. O sentimento de impotência resulta em acúmulo de tristeza e fúria, prejudicando o indivíduo no campo racional, tornando-o mais impulsivo. Porém, se a pessoa em questão tiver em mente que  atos que visam prejudicar o próximo não são e nunca serão a solução, seu foco será aliviar-se de uma maneira mais pacífica.

Conversar com os amigos, bater numa almofada ou tomar um suco de maracujá são soluções plausíveis. Liberar as emoções verbal e fisicamente aliviam a ira, enquanto o calmante natural ajuda o corpo a voltar a seu estado normal, no qual o coração e a respiração não estão tão acelerados. Deste modo, o risco de se perder a razão diminui drasticamente e permite que ideias mais praticáveis apareçam.

Depois de se estabilizar, ele poderá usar sua "barrinha do especial" de maneira mais efeciente. Escrever uma crítica em forma de dissertação, por exemplo, é um excelente jeito de mostar que não concorda com aquilo que inicialmente o enfureceu. Além disso, o que poderia ter restado de sentimentos negativos nele, agora serão utilizados para concretizar um projeto racional, e não para impulsionar um ato do qual ele poderia se arrepender depois. Portanto, é deste jeito que deve-se agir quando a emoção quiser sobrepor-se à razão: deixando-na assentar-se primeiro e então usá-la de modo criativo e que não machuque ninguém.

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