Arco-íris

Cores. Eu amo cores, sempre amei. Não é à toa que estão frequentemente aos montes no meu rosto, nas minhas roupas e nas paredes do meu quarto. Tão brilhantes e mágicas que é impossível descrever as sensações que me proporcionam, que mudam de acordo com a perspectiva que as vejo.

Azul, azul calmaria, azul dia bonito para sair, azul que dá cor ao mar através da reflexão, azul meu chackra favorito, azul sonhar com o que tem além do azul.

Verde, verde esperança, verde meu zoeiro país, verde a cor que os cloroplastos não usam, verde meus olhos, verde minhas lembranças e meu futuro.

Amarelo, amarelo alegria, amarelo rosa da amizade, amarelo banana verde exposta a etileno, amarelo meu vestido celestial, amarelo minhas amigas filhas de Iansã.

Laranja, laranja tangerina, laranja que só eu e mais poucas pessoas gostam, laranja a segunda cor mais rápida do espectro visível, laranja o fogo das velas, laranja criatividade.

Vermelho, vermelho paixão, vermelho morangos suculentos, vermelho rodófita, vermelho ciganos, vermelho que só aparece em mim se for na minha boca.

Rosa... Rosa. Rosa, rosa, rosa, cor horrorrosa. Rosa que eu criança não queria gostar, rosa que aprendi a apreciar. Rosa que é o branco sem o verde, céu poluído, rosa claro, rosa chá. Rosa polêmico, rosa simbólico. Rosa homem, rosa mulher, rosa cardíaco, quartzo rosa. Rosa bagunça, rosa meu quarto. Rosa parágrafo muito grande e confuso, porém um tanto simétrico.

Lilás, lilás roxo claro, lilás bala de uva, lilás que percebemos graças a um complexo processo biológico, lilás essência de lavanda, lilás... Meu Deus, o nome de uma música do Djavan!

Uma cor, uma definição, um pensamento, uma lembrança. O ponto de partida de uma análise, o despertar do místico, a oportunidade de qualquer coisa dentro de você se manifestar. Cores. Eu amo cores, sempre amarei. Mesmo que fiquem sem graça em um dia cinza, sem conseguirem me mover de nenhuma maneira, logo acham um novo jeito de me encantar, de me maravilhar, de me fazer florescer de uma forma completamente inédita e bela. 

Afinal, cor é luz, e raios de luz são eternos.
E, se a luz é tão bonita a ponto de ser mágica, cores, então, são uma eterna magia!
 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A razão e o bom uso da barrinha do especial

Eu cientista